Verdadeiro amor

É uma delícia ler um livro e se apaixonar pelo galã, não é? Fazia muito tempo que isso não acontecia comigo, mas finalmente reencontrei essa paixão. Não se preocupe, não estou falando do Mr. Gray. Eu estou falando de um homem com H maiúsculo, cafajeste e debochado, mas encantador. 

Gostaria de apresentar o Sr. Rhett Butler, o protagonista de E o Vento Levou. Estava na livraria e esse livro me chamou a atenção. Primeiro pela capa, depois pelo tamanho, mas resolvi arriscar. Quando as minhas tias falaram: “Eu chorei muito com esse livro”, na hora eu pensei que seria bom ler um romance assim.  Não me julgue, mas nunca tinha visto o filme, então o livro todo foi uma surpresa maravilhosa. 

A história se passa no meio da Guerra Civil americana e a heroína é Scarlett O’Hara. Ela perde tudo durante o combate e decide que não vai medir esforços para sair do buraco. Daí a famosa frase: “Nunca mais sentirei fome!” O problema é que ela foca tanto em sair dessa situação que se esquece do resto. Ao mesmo tempo em que resolve focar no futuro, fica presa a uma paixão do passado e nessas não consegue enxergar o que está a sua volta. 

Cada cenário é descrito com precisão. Você se sente em uma fazenda do sul dos EUA e fica morrendo de vontade de usar os vestidos. Cada cena é contada com tantos detalhes que vira um filme.

Isso é romance, isso é emoção de verdade! Em tempos de algemas e chicotes, nenhuma passagem de livro é mais excitante do que o beijo de Scarlett e Butler no escritório. Por isso meninas, se vocês estão a procura de um homem de verdade que te trate como mulher de verdade, talvez seja melhor procurar em um clássico, afinal, não se fazem mais homens como antigamente. Nem na ficção. 

Segue a primeira aparição de Butler no livro:

“Enquanto (Scarlett) conversava, ria e lançava olhares rápidos para dentro da casa e para o pátio, seus olhos pousaram sobre um estranho, parado sozinho no vestíbulo, olhando para ela de um modo impertinente que lhe despertou uma sensação aguda de prazer feminino por ter atraído um homem, misturado ao constrangimento de que talvez seu vestido estivesse decotado demais. Ele parecia bem velho, pelo menos uns 35 anos. Era alto e de constituição poderosa. Scarlett pensou que nunca vira um homem de ombros tão largos, tão musculoso, quase forte demais para a distinção. Quando seus olhos se cruzaram, ele sorriu, mostrando dentes tão brancos quanto os de um animal sob um bigode preto aparado…Havia uma fria imprudência em sua fisionomia e um humor cínico na boca quando ele sorria para ela, e Scarlett perdeu o fôlego. Sentiu que devia se sentir insultada com tal olhar e ficou aborrecida consigo mesma por não se sentir assim.”

 

Image 

  Foto: reprodução

Vai lá: E O Vento Levou

           Margareth Mitchel

           Ed. Record

           951 páginas (que parecem 100)

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