Balzac e a Costureirinha Chinesa

Já faz um tempo que uma amiga me falou sobre o livro Balzac e a Costureirinha Chinesa, de Dai Sijie. Ela me indicou o romance depois de algum post que eu fiz sobre um livro contado pelo ponto de vista de uma criança (quase não gosto desse tipo de história, né?)

Bom, a história se passa durante a Revolução Cultural Chinesa, em 1971. Nessa época, alguns jovens eram mandados para pequenas cidades para serem reeducados pelo trabalho braçal no campo. O próprio autor passou por isso e usou sua experiência como inspiração. Dois jovens, Luo e o narrador, tentam se distrair enquanto enfrentam o trabalho pesado nas lavouras e minas de carvão.

Um dia eles conhecem a filha do alfaiate da região e ficam encantados com ela. Luo principalmente, se apaixona pela jovem e arruma qualquer desculpa para visitá-la.

Outro dia, encontram uma mala cheia de livros proibidos pelo regime. Começam as leituras por um livro de Balzac e a partir daí, vivem o dia a dia em função dessas duas novas descobertas: o amor e a literatura ocidental.

O livro é tão delicado que parece uma fábula. A descrição dos campos é detalhista e nos transporta a um universo novo e desconhecido.

Tenho na minha cabeça uma imagem do chinês como sendo um povo com muita disciplina, sutileza e força, e todas essas características estão nas páginas deste romance.

Não tenho outra palavra para descrever que não seja lindo.

Segue o primeiro parágrafo:

“O chefe da aldeia, homem de seus cinquenta anos, sentado no chão bem no meio do cômodo, perto do carvão que ardia num buraco escavado na terra, revistava meu violino. Na bagagem dos dois “rapazes da cidade”- pois assim eu e Luo fomos considerados – , aquele era o único objeto do qual emanava um sabor estranho, um cheiro de civilização capaz de provocar suspeita nos aldeões.”

Foto: Reprodução

 

Vai lá: Balzac e a costureirinha chinesa

           Dai Sijie

          Ed. Alfaguara

         164 páginas

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Uma resposta para Balzac e a Costureirinha Chinesa

  1. Monica disse:

    Verinha,
    Fiquei muito feliz em saber que você se identificou com o livro!
    Parece uma fábula, mesmo…
    Parabéns pelo blog, está uma graça ;)
    Beijos

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